Ministério Público troca promotor e volta atrás após inocentar Monark
Reportagem mostra que a chefia interina do MPSP retirou do caso o promotor que havia inocentado o youtuber.
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| Monark em novo podcast (imagem: reprodução/Bruno Aiub Show) |
De acordo com a apuração, a posição durou pouco. Em 15 de abril, outro promotor, Ricardo Manuel Castro, apresentou nova manifestação, chamou a peça anterior de “equivocada” e retomou o pedido de condenação do podcaster ao pagamento de R$ 4 milhões. O caso ganhou novo rumo após uma mudança administrativa nas designações internas do MP.
Interferência e violação
A reportagem de David Ágape aponta que a chefia interina do MPSP, então ocupada por Plínio Antônio Britto Gentil, cancelou a escala de Camargo Ramos para a segunda quinzena de abril. Gentil, segundo a apuração jornalística, é ex-candidato a deputado federal pelo PSOL e a vice-prefeito pelo PT. A alteração abriu espaço para a atuação de outro membro do Ministério Público no processo.
Um ato processual já praticado validamente não pode ser simplesmente refeito em sentido oposto.A defesa de Monark sustenta que houve violação ao princípio do promotor natural e à preclusão consumativa, argumento segundo o qual um ato processual já praticado validamente não pode ser simplesmente refeito em sentido oposto. Um parecer do jurista Luiz Guilherme Marinoni, citado na reportagem, também concluiu que a segunda manifestação do MP seria juridicamente ineficaz.
O caso tem origem nas falas de Monark no Flow Podcast, em fevereiro de 2022, quando ele defendeu a possibilidade de um partido nazista existir no Brasil, em um debate sobre liberdade de expressão. A repercussão foi imediata, e o episódio acabou levando a consequências judiciais e digitais para o influenciador.
*Crédito da apuração: reportagem de David Ágape, em A Investigação, publicada em 12 de maio de 2026.
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