Ministério Público troca promotor e volta atrás após inocentar Monark

Reportagem mostra que a chefia interina do MPSP retirou do caso o promotor que havia inocentado o youtuber.

Monark em seu novo podcast (imagem: reprodução/Bruno Aiub Show)
Monark em novo podcast (imagem: reprodução/Bruno Aiub Show)
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) voltou atrás após uma manifestação que favorecia o podcaster Bruno Aiub, o Monark, em ação civil pública que pede R$ 4 milhões por suposto discurso de ódio ligado a falas sobre nazismo. Segundo reportagem* do jornalista David Ágape, publicada no site A Investigação em 12 de maio de 2026, o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos havia concluído, em 31 de março, que as declarações de Monark não configuravam apologia ao nazismo e pediu a improcedência da ação.

De acordo com a apuração, a posição durou pouco. Em 15 de abril, outro promotor, Ricardo Manuel Castro, apresentou nova manifestação, chamou a peça anterior de “equivocada” e retomou o pedido de condenação do podcaster ao pagamento de R$ 4 milhões. O caso ganhou novo rumo após uma mudança administrativa nas designações internas do MP.

Interferência e violação
A reportagem de David Ágape aponta que a chefia interina do MPSP, então ocupada por Plínio Antônio Britto Gentil, cancelou a escala de Camargo Ramos para a segunda quinzena de abril. Gentil, segundo a apuração jornalística, é ex-candidato a deputado federal pelo PSOL e a vice-prefeito pelo PT. A alteração abriu espaço para a atuação de outro membro do Ministério Público no processo.

Um ato processual já praticado validamente não pode ser simplesmente refeito em sentido oposto.
A defesa de Monark sustenta que houve violação ao princípio do promotor natural e à preclusão consumativa, argumento segundo o qual um ato processual já praticado validamente não pode ser simplesmente refeito em sentido oposto. Um parecer do jurista Luiz Guilherme Marinoni, citado na reportagem, também concluiu que a segunda manifestação do MP seria juridicamente ineficaz.

O caso tem origem nas falas de Monark no Flow Podcast, em fevereiro de 2022, quando ele defendeu a possibilidade de um partido nazista existir no Brasil, em um debate sobre liberdade de expressão. A repercussão foi imediata, e o episódio acabou levando a consequências judiciais e digitais para o influenciador.

*Crédito da apuração: reportagem de David Ágape, em A Investigação, publicada em 12 de maio de 2026.

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