"Bessias": o incoerente evangélico alinhado com a cúpula do PT
Fé e vínculo a um partido que defende pautas contrárias aos valores cristãos coexistem?
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| Jorge Rodrigo Araújo Messias (foto: Ton Molina/STF/Flickr) |
Projeto de poder que, em muitos aspectos, diverge totalmente das convicções evangélicas.
Sua figura, que transita com desenvoltura entre os corredores do Palácio do Planalto e no meio dos chamados "evangélicos progressistas", levanta questionamentos incômodos sobre a conciliação entre a fé professada e a atuação política em benefício de um projeto de poder que, em muitos aspectos, diverge totalmente das convicções evangélicas e católicas.
Messias foi o homem de confiança de Dilma Rousseff na Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) e é um dos pilares da gestão Lula, sendo fundamental na reestruturação da defesa jurídica do Executivo. Ele tem ligação direta com a cúpula do PT, partido cujo histórico de posições e declarações em relação a temas morais e de valores cristãos é de conhecimento público.
A cúpula do PT e suas alas mais progressistas têm defendido, historicamente, pautas que são contra os ensinamentos bíblicos, como a descriminalização do aborto (ADPF 442) e a promoção de agendas que desafiam a visão cristã tradicional sobre a família.
A estratégia política
A presença de Jorge Messias no governo é estratégica para o PT, para que ele atue como uma "ponte" com o eleitorado evangélico, um segmento que o partido tem dificuldade em conquistar. A imagem do "homem de família e fé", com uma linguagem ponderada, ajuda a suavizar a imagem de um governo que, muitas vezes, é percebido como hostil aos valores cristãos.
Mas a coerência exige olhar além das aparências. Messias sustenta, como AGU, a defesa de políticas que ativamente minam a moralidade que a fé cristã defende. Na ADPF 442, sobre a descriminalização do aborto, a AGU sob sua gestão manteve uma postura de omissão diante de um tema central para a fé.
Sob o pretexto de proteger as instituições [...] para "policiar o discurso" e limitar a liberdade de expressão.
A contradição se torna mais evidente quando analisamos ações como o suposto "combate à desinformação" (ADPF 1141). Sob Messias, a AGU manifestou-se favoravelmente à validade de mecanismos que, para muitos, sob o pretexto de proteger as instituições, pode ser usada para "policiar o discurso" e limitar a liberdade de expressão, um valor que a comunidade evangélica preza e defende.
Servindo 2 senhores
A Palavra de Deus nos adverte que "ninguém pode servir a dois senhores" (Mateus 6.24). Sem fazer juízo de valor sobre a sinceridade da fé de Jorge Messias, que cabe apenas a Deus, é imperativo que os fiéis evangélicos reflitam sobre a natureza dessa "dupla lealdade".
Sua atuação profissional, embora tecnicamente fundamentada, está a serviço de um projeto político que, em sua essência, abraça agendas que são teologicamente condenáveis para a grande maioria dos cristãos. Até que ponto a lealdade a um partido e a um líder político pode justificar a participação e a defesa de um sistema que se opõe aos princípios bíblicos?
Um símbolo das complexas e, muitas vezes, contraditórias relações entre fé e política.
A imagem de Jorge Messias como evangélico e como advogado do PT, torna-se um símbolo das complexas e, muitas vezes, contraditórias relações entre fé e política no Brasil. Que essa reflexão nos ajude a discernir e a orar por aqueles que, em posições de poder, enfrentam o desafio de manter sua integridade cristã diante das pressões e tentações do mundo político.

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